Que fazer se você é mal amada no casamento?

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Parece não existir casamento em que a culpa dos problemas conjugais é de um só. Se esposo e esposa casaram por amor, deve ter existido manifestações de afeto antes e logo após o casamento, pelo menos. Que fazer se você se sente mal amada no casamento, porque as coisas mudaram, e o afeto não mais lhe é dado como antes? Esse artigo é dirigido às mulheres casadas porque são as que primeiro, mais que os homens casados, procuram ajuda para conflitos familiares, e porque, em média, são mais sensíveis afetivamente. Então vamos analisar esta questão de ser mal amada e o que fazer.

O problema de grande parte dos homens que se casam é não saberem manter o mesmo tipo de atenção afetiva que davam para a esposa antes de casar, o que NÃO SIGNIFICA QUE ELES NÃO A AMAM MAIS. Significa que a forma costumeira do homem manifestar amor é diferente do da mulher e que, em alguns, há dificuldade pessoal de verbalizar afeto. É comum um homem assim se casar com uma mulher com necessidade de atenção e afeto acima da média. Imagina! Isto não ocorre sem propósito. Não escolhemos a pessoa com quem casamos por acaso. Homens casados precisam aprender a restaurar a capacidade de manifestar afeto que satisfaça necessidades válidas da esposa, talvez algo parecido com o que havia antes de casar.

O problema de um bom número de mulheres que se casam é que elas têm dificuldade de desligarem-se um tanto da necessidade de atenção e voltar-se para outras coisas na vida. O que acaba ocorrendo é que ela fica nervosa, cobra atenção, ataca o marido, fica ciumenta, ranzinza porque não é amada do jeito que queria, e isto AFASTA o marido. Não funciona. Não é uma reação logo no início do casamento. Depende da mulher. O marido deve ter falhado bastante por não verbalizar afeto para com ela. Como você reage quando seu marido não transmite afeto como você quer? Briga? Se anula? Fica ranzinza? Se isola? Não toca no assunto e espera uma eternidade para ver se ele desperta? Toca no assunto na hora errada (ao ele chegar cansado do trabalho, ou ao ele assistir algo na TV que esperava há 10 dias)? Toca no assunto da maneira errada, atacando-o ao invés de atacar o problema? Critica as limitações dele, ao invés de falar como elas frustram você? Tem “crises” para manipular, obter atenção ou mostrar a dor?

Se você não recebe amor como deseja, fica nervosa e briga com ele, o trôco em geral é briga também ou afastamento, ou ambos. E você fica sozinha. Isto pode se perpetuar. E dependendo de certas situações, há o grande risco ser atraída por uma “solução” destrutiva, maligna, imatura, se envolver com um galanteador, atencioso (que deve também ter problemas com a mulher dele!). Não será ético, construtivo, leal, maduro dar um “cheque-mate” no marido dizendo que o casamento não pode continuar desse jeito e evitar trair? A dor de traição é imensa, para o homem e para a mulher, e difícil curá-la. Pode “sangrar” por muito tempo. E restaurar a confiança novamente é bem difícil. É um estrago dos mais complicados na relação humana. Também a dor de não se sentir amada é ruim e muito difícil conviver com ela, é verdade. Mas há analgésicos éticos para dores, que não ferem e não destroem mais ainda, sem “efeitos colaterais letais”, que promovem forças para resolver o assunto, e não mascará-lo como a anestesia de uma paixão proibida e desleal, a qual viola o compromisso de fildelidade que como adultos decidiram ter ao casar.

Um “analgésico” saudável e inicial pode ser o desconcentrar-se do marido por um tempo, e canalizar suas energias para algo ligado ao progresso da vida pessoal, seja o trabalho, a vida com filhos, contatos com parentes e amigos éticos e de boa moral, desenvolvimento da espiritualidade, lazer saudável, prática de um hobby, até que o tempo e alguma atitude saudável possa encontrar a cura da dor de ser mal amada, que envolve não obrigatoriamente um “amor idealizado”, mas o amadurecimento para ter o amor possível, com um homem sensível e afetuoso, mas que talvez, mesmo amando-a e elogiando-a, nunca poderá preencher tudo o que ela deseja.

Muitas pessoas se separam do cônjuge ao viverem uma paixão fora do casamento porque crêem que encontraram a felicidade no amante, após te-la perdido com o cônjuge. Outras ficam no casamento por vantagens, mantendo relações afetivas e/ou sexuais com alguém fora. É um jogo maligno duplo, falsidade, perversidade e imaturidade (embora se achem muito maduras!). Cientistas que estudam conflitos de casamento, dizem que quando uma pessoa separa, é sábio esperar não menos que um ano sem ter ninguém, para poder lidar com a dor, lamentar o que for necessário, chorar, expressar a raiva, para então ganhar serenidade. Se separa e logo arranja outro companheiro(a), é muito provável que encontrará no novo relacionamento problemas parecidos vividos no relacionamento anterior. Quem se separa e não dá um tempo para estar sozinho e aprender onde errou, como amadurecer o pedido de afeto, como lidar com a parte do vazio que ninguém pode preencher, etc., 60% deve se separar de novo.

Podemos aprender. Certamente não nos modelos das novelas de TV, uma expressão da patologia da comunicação social. Mas conversando, lidando com a dor construtivamente, procurando soluções éticas e maduras, apegando-se à espiritualidade, sendo honestos, verdadeiros, leais, expondo a dor de maneira não agressiva e manipulativa, e especialmente terminando com a carência pessoal de afeto trazida para dentro do casamento a qual exige injustamente do cônjuge o seu saciar.

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