Que fazer se você é mal amado no casamento?

homem triste

No artigo anterior escrevi um artigo para as mulheres sobre que fazer se são mal amadas no casamento. Recebi algumas críticas e elogios que me ajudaram a pensar mais a fundo no tema, sendo incentivado a escrever agora sobre o que nós homens devemos fazer se sentimos que somos mal amados no casamento. Solicitei que algumas mulheres casadas me dessem um feedback sobre meu artigo. Recebi 22 respostas no total, sendo 19 de mulheres casadas e 3 de divorciadas, com níveis sócio-culturais, idades, profissões diferentes, tal como advogada (2), secretária executiva (3), vendedora (1), professora universitária (2), funcionária pública (2), do lar (3), médica (3), psicóloga (1), enfermeira (1), e algumas (4) sem eu saber a profissão delas.

Partes dos comentários que recebi delas, incluem: “A busca de afeto no casamento deve ser um objetivo comum a todos e não só da parte da esposa.” “Discutir a relação não é bobagem ou encheção de saco.” “Há uma herança cultural na qual se aceita deslizes masculinos descaradamente. O amor não brota do nada, mas é construído na relação familiar. Palavras mágicas são: vigiar, cuidar e dialogar. Todos somos responsáveis pela existência do amor. Concordo com a tese de que uma boa relação conjugal deve ter 80% de amizade e mais 20% de sexo, o que é igual a companheirismo.” “Senti falta da argumentos a favor das mulheres. Sentir mal amado não é igual a ser mal amado. A pessoa madura aceita as diferentes formas do outro demonstrar amor. Verbalizar amor não é tão importante quanto agir com amor. Um marido pode dizer várias vezes ao dia para a esposa que a ama, mas ser agressivo, rude e egoísta. Esta esposa não se sentirá amada com toda a razão. O homem deve conquistar diariamente a mulher com atitudes de carinho prático como colher uma flor no caminho e dar a ela, ajudá-la em tarefas no lar, passear com ela de mãos dadas, não perder a cortesia e o respeito no falar e no agir, nunca ir dormir sem tentar resolver eventuais dilemas, conversar abertamente com confiança sem medo de se expor, orar juntos, não levar trabalho para casa e estar com a família, não casar para ser feliz, mas estar feliz e então casar e esta felicidade verdadeira está ligada à paz interior e comunhão com Deus. Muitas vezes as mulheres se sentem mal amadas não porque são insaciáveis afetivamente, mas porque os homens tem mais dificuldades pessoais que impedem a demonstração de afeto.” “Nós sempre seremos românticas e por isso sofreremos. Homem é romântico quando interessa, quando quer sexo. Mulheres no período fértil são carentíssimas! Precisamos ser elogiadas, amassadas, apertadas, amadas.” “Escute sua esposa, participe de questões sobre o pensamento feminino, elogie os esforços que ela faz para agradar a família, converse com paciência.” “Elogie os bons comportamentos dela, pare de reclamar, demonstre gratidão, tenha zero de cobranças.” “Fale francamente do que sente falta e valorize atitudes de carinho mesmo que os homens tenham dificuldades de verbalizá-lo. Cuidado para não ficar entretida com contos de fadas que continuam agora através de novelas. Não podemos esperar a perfeição dos homens que nós mesmas não temos. O Único que é perfeito – Deus – tem que estar em primeiro plano. Custei a descobrir isto!” “O marido deve defender, proteger a esposa, andar de mãos dadas com ela pelo prazer de estar juntos.” “Não vale dizer que ‘eu a amo do meu jeito’.” “Que ele goste de minha companhia, seja independente, me faça rir. A relação é feita de duas pessoas, não é só a mulher a responsável por cuidar do relacionamento e não é verdade que elas é que criam dificuldades.”

Ana Paula Padrão, repórter da Rede Record, cobrindo as Olimpíadas de Inverno no Canadá, comentou sobre a beleza de um local no Canadá, dizendo, entre outros elogios, com simpática espontaneidade, bonita e graciosa feminilidade: “Tão romântico!” Imediatamente minha cabeça masculina pensou: “É a mulher!”. Não pensei isso com depreciação quanto às mulheres, mas refletindo que realmente somos diferentes, homens e mulheres, não só anatomicamente em certos órgãos, como quanto aos hormônios e emocionalmente. Provavelmente um jornalista homem, ao fazer o mesmo comentário da beleza do local, diria algo assim: “Lindo, não é?”, ou “Inspirador!”, ou ainda “Que maravilha!”, mas dificilmente  diria “Tão romântico!”, mesmo que fosse um indivíduo romântico (há homens românticos! E há mulheres “broncas” e frias!).

Uma psicanalista me disse uma vez que o homem deseja a mulher, e a mulher deseja o desejo do homem. Isso para o homem pode ser demais, enquanto que para a mulher parece ser tudo. E agora?

Para sermos amados no casamento precisamos desenvolver intimidade afetiva, que é diferente de intimidade sexual. Você pode ter muito sexo, mas não ter afetividade. E, abaixo de Deus, creio ser a afetividade que segura um relacionamento agradável. Só podemos ser íntimos na medida em que nos tornamos vulneráveis. E só podemos ser vulneráveis quando abrimos nosso coração. Mas para abrir o coração precisamos nos sentir seguros porque podemos ser feridos. É um risco. Muitos homens mantem relações superficiais, tem “casos” e o vazio continua. O desafio e a maturidade é ter uma só mulher e desenvolver com ela intimidade afetiva. Precisamos ver onde estão e como são nossos defeitos de caráter e lutar para vence-los. Precisamos procurar ser a pessoa certa, ao invés de ficar procurando a pessoa certa. Precisamos assumir a responsabilidade pelo nosso comportamento ao invés de ficar projetando imagens idealizadas no outro. Precisamos nos comprometer no relacionamento e agir com amor, verdade, honestidade, ternura, respeito e valorização da companheira de vida conjugal. Precisamos ser honestos quanto aos nossos sentimentos. Precisamos expandir nosso jeito de ser e passar a expressar amor com palavras e atitudes ao invés de dizer para nós mesmos que “ela tem que me aceitar do jeito que sou” e ficar rígidos. Fazendo estas coisas não seremos mal amados. A não ser que sua mulher seja uma pervertida, muito imatura, supercarente, enganadora, autoritária irremediável, portadora de algum transtorno de caráter grave e que viva no mundo das ilusões sem desejar mudar. E a cura genuína baseia-se na verdade, no afeto (amor altruísta) e na liberdade (você não é escravo de nada, não tem uma relação adictiva com nada e não perturba a liberdade dos outros). É livre para ter um compromisso sério com a pessoa amada.

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