Esclerose Múltipla – Como proteger o seu cérebro?

Na última semana o diagnóstico da Esclerose Múltipla em um personagem da teledramaturgia brasileira,  gerou curiosidade sobre uma das principais patologias neurológicas. Desconhecida ou mal compreendida pela grande maioria das pessoas, a Esclerose Múltipla (EM) não é uma doença mental nem contagiosa, é uma doença crônica do sistema nervoso central.

Diferentemente do que se imagina, a esclerose múltipla não é uma doença relacionada à idade ou ao envelhecimento. Ao contrário, a esclerose múltipla é uma doença neurológica incidentes em adultos jovens – 70% dos diagnósticos são realizados em pessoas entre 20 e 40 anos.

No mundo, estima-se que a esclerose múltipla afete cerca de 2,5 milhões de pessoas. No Brasil, são cerca de 35 mil pacientes diagnosticados.

As causas da esclerose múltipla não são ainda totalmente conhecidas, no entanto, a interação de fatores genéticos e ambientais são supostamente relacionados ao seu aparecimento. Apesar disso, a doença não é hereditária em 95% dos casos. A doença causa uma alteração no sistema imunológico.

A esclerose múltipla acomete o sistema nervoso central e pode afetar o cérebro e a medula espinhal. Por ser uma condição autoimune, ela se manifesta quando o organismo confunde células saudáveis do sistema nervoso central com intrusas, e as “ataca” provocando lesões cerebrais e medulares.

Com o avanço da esclerose múltipla, os pacientes podem perder algumas capacidades físicas e cognitivas, manifestando-se de formas variadas em cada indivíduo. Há pacientes que têm surtos espaçados e discretos, enquanto outros podem apresentar surtos mais intensos que podem até trazer prejuízos permanentes.

As causas da doença ainda não são claras para a medicina, o que torna difícil definir métodos de prevenção. Entretanto, existem algumas medidas que podem manter saudável o funcionamento do cérebro.

– Reduzir o estresse: Segundo um estudo realizado pela International Management Stress Association, o estresse pode aumentar o número de lesões nervosas em algumas regiões do cérebro.

– Não fumar: A fumaça decorrente do tabaco destrói os neurônios e estimula a produção de neurotoxinas e radicais livres, que atuam promovendo o envelhecimento precoce, destruindo as células e causando diversos danos ao cérebro.

– Consumo regular de vitamina D: Pesquisadores descobriram que a ausência de vitamina D no organismo pode comprometer funções cognitivas. Embora seja mais conhecida por promover saúde dos ossos e regular os níveis de cálcio, a vitamina desativa enzimas cerebrais que participam da síntese de neurotransmissores e do crescimento neuronal.

 

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