Barulho de mais, saúde de menos

Cada vez mais estamos expostos a diversos tipos de ruídos no dia a dia, seja em casa, na rua, no trabalho, no lazer. O ruído é prejudicial a nossa saúde emocional, física e mental, prejudicando a nossa qualidade de vida, mas nem sempre nos damos conta dos malefícios causados pela poluição sonora ao nosso organismo, ao meio ambiente, aos animais e as plantas.

Com o crescimento desordenado das cidades e o surgimento das grandes indústrias, as pessoas passaram a conviver com vários tipos de poluição, a lagos, rios e dos próprios grandes centros urbanos. Outro tipo que não pode ser visto e as pessoas de certa forma se acostumaram é a poluição sonora, uma ameaça constante ao homem e um dos problemas ambientais graves nos grandes centros urbanos.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o nível máximo de ruído que o ouvido humano pode aguentar sem que haja prejuízos é de 65 dB (decibéis). A partir daí podem ser causados problemas que vão desde o estresse e a insônia por causa do barulho, até a perda irreversível da capacidade auditiva.

Procure conhecer a legislação que trata de ruídos em sua cidade e seus órgãos fiscalizadores. Se você estiver com algum problema de ruídos causados por empresas, bares, igrejas, escolas, etc., procure a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Instituto Ambiental Estadual ou Procuradoria do Meio Ambiente e peça uma vistoria com equipamento de medição sonora, conhecido como Decibelímetro. Para ruídos causados por moradores vizinhos, procure a Delegacia de Ordem Social ou a PM.

Impactos da Poluição Sonora

Na nossa saúde: O ruído em excesso pode afetar o nosso sistema nervoso (e dos animais) e causar estresse. Os efeitos do excesso de ruído não são repentinos, ou seja, por exemplo, ouvir um ruído forte um dia não tem consequências, mas ouvi-lo durante um tempo prolongado pode causar-nos surdez. Os especialistas destacam alguns efeitos negativos como: redução da capacidade auditiva; perturbação do sono; interferência com a comunicação; interferência na aprendizagem; efeitos fisiológicos tais como a hipertensão, taquicardia, arritmia, desassossego, entre outros.

Desempenho cognitivo: a OMS reconhece como problema de saúde publica a poluição sonora e seus efeitos sobre crianças e adolescentes. Geralmente nessa idade, os mecanismos para lidar com o estresse são menos eficazes e as consequências de irritabilidade, dificuldade de concentração e frustração tem efeito direto no desempenho escolar. Há mais de 20 estudos que demonstram os efeitos da poluição sonora no desempenho cognitivo. Um deles avaliou mais de 2.800 crianças entre 9 e 10 anos de idade que estudavam perto dos aeroportos internacionais de Londres, Amsterdam e Madri – os autores demonstraram uma relação independente entre o nível de ruído e o desempenho escolar: um aumento de somente 5 dB  nos ruído médio relacionado aos aviões, causava um atraso de 2 meses em habilidades de leitura em crianças da Inglaterra e 1 mês naquelas que estudavam em Amsterdam. Esses resultados mostram que não há limiar seguro de ruído na sala de aula e a recomendação é que o durante as aulas o ruído ambiente não ultrapasse 35 dB.

shutterstock_177932390_ppNo ambiente: O excesso de ruído também afeta o sistema nervoso dos animais, fazendo com que estes possam vir a fugir de locais (por exemplo, zonas florestais) em que haja constante passagem de automóveis. Quando isto acontece, vários ecossistemas que tenham esse excesso de barulho podem vir a ter um grande desequilíbrio, afetando, por exemplo, algumas cadeias alimentares, e colocando várias espécies animais em risco.

Para evitar os efeitos nocivos da poluição sonora é importante evitar locais com muito barulho; não ficar sem protetor auricular em locais de trabalho com muito ruído; fechar as janelas do veículo em locais de trânsito barulhento. Problema de saúde ambiental tem significante contribuição para a perda da qualidade de vida e, consequentemente, para a não sustentabilidade das cidades.

biosom.com

 

 

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